ALAP: a Casa Anti-povo!

 

Com a aprovação célere do projeto de Lei que garante o “auxílio paletó” e o subsídio de Natal (SN), a Assembleia Legislativa do Estado do Amapá confirma o que Job Miranda – candidato à deputado Estadual nas eleições de 2006 – dizia em seus folders de campanha: “A ALAP é uma força que atua contra o povo.” Isso mesmo, a ALAP é uma Casa Anti-Povo.

Já não bastasse vivermos em um Estado pobre, no qual a maior fonte de recursos vem de transferências constitucionais aliadas à crise econômica pela qual o país passa, vêm os deputados estaduais demonstrar sua voracidade com o dinheiro público e sua irresponsabilidade para com o contribuinte.

Há mais de 20 anos, o Amapá padece em meio a enorme desproporcionalidade na divisão do bolo orçamentário, do qual instituições como ALAP e o Tribunal de Contas do Estado (TCE) abocanham fatias consideráveis do orçamento estadual sem a devida justificativa e transparência para indecente partilha.

No caso específico da Assembleia Legislativa, o orçamento para este ano está na ordem de R$ 172.878.376,00 (cento e setenta e dois milhões, oitocentos e setenta e oito mil, trezentos e setenta e seis reais), o que significa uma “bagatela” de R$ 7.203.265,66 (sete milhões, duzentos e três mil, duzentos e sessenta e cinco reais e sessenta e seis centavos) para cada deputado por ano. O resultado dessa desproporcionalidade abissal é a falta de recursos no orçamento do poder executivo para a aplicação em investimentos e políticas sociais.

Vamos acompanhar se realmente será cumprida a decisão de veto ao irresponsável projeto por parte do Chefe do Executivo Estadual.        Foto site da ALAP